I actually do...

Domingo, 17 de Julho de 2011

"Have you ever been in love? Horrible isn't it? It makes you so vulnerable. It opens your chest and it opens up your heart and it means that someone can get inside you and mess you up. You build up all these defenses, you build up a whole suit of armor, so that nothing can hurt you, then one stupid person, no different from any other stupid person, wanders into your stupid life... You give them a piece of you. They didn't ask for it. They did something dumb one day, like kiss you or smile at you, and then your life isn't your own anymore. Love takes hostages. It gets inside you. It eats you out and leaves you crying in the darkness, so simple a phrase like 'maybe we should be just friends' turns into a glass splinter working its way into your heart. It hurts. Not just in the imagination. Not just in the mind. It's a soul-hurt, a real gets-inside-you-and-rips-you-apart pain. I hate love."

 

Neil Gaiman

publicado por Raquel às 15:24
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Quarta-feira, 13 de Julho de 2011

O Sonho é a Pior das Cocaínas

 

"O sonho é a pior das cocaínas, porque é a mais natural de todas. Assim se insinua nos hábitos com a facilidade que uma das outras não tem, se prova sem se querer, como um veneno dado. Não dói, não descora, não abate – mas a alma que dele usa fica incurável, porque não há maneira de se separar do seu veneno, que é ela mesma."

 

Fernando Pessoa, in Livro do Desassossego

seria bom se: ...
música: Carlos Santana & Dave Matthews Band - Love of my life
publicado por Raquel às 12:43
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Segunda-feira, 20 de Junho de 2011

Como é que se esquece alguém que se ama?

 

Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está?
As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguem antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar.
É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução.
Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.
Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.
O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar.

 

Miguel Esteves Cardoso, in Último Volume

publicado por Raquel às 23:06
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Quarta-feira, 8 de Junho de 2011

"Consentimos que nos apontem os nossos defeitos, aceitamos as punições que deles decorrem, sofremos pacientemente por causa desses defeitos. Mas perdemos a paciência se nos obrigam a pô-los de lado. Certos defeitos são imprescindíveis à existência dos indivíduos. Ser-nos-ia desagradável ver amigos de longa data porem de lado alguns dos seus particularismos."

 

Johann Wolfgang von Goethe, in Máximas e Reflexões

publicado por Raquel às 12:19
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Terça-feira, 7 de Junho de 2011

De Que São Feitos os Dias?

 

De que são feitos os dias?
- De pequenos desejos,
vagarosas saudades,
silenciosas lembranças.

 

Entre mágoas sombrias,
momentâneos lampejos:
vagas felicidades,
inactuais esperanças.

 

De loucuras, de crimes,
de pecados, de glórias
- do medo que encadeia
todas essas mudanças.

 

Dentro deles vivemos,
dentro deles choramos,
em duros desenlaces
e em sinistras alianças...

 

Cecília Meireles, in Canções

publicado por Raquel às 20:48
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Quinta-feira, 5 de Maio de 2011

‎"A felicidade é um problema individual. Aqui, nenhum conselho é válido. Cada um deve procurar, por si, tornar-se feliz."

 

Sigmund Freud

publicado por Raquel às 07:35
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Terça-feira, 12 de Abril de 2011

"O prazer visita-nos muitas vezes; mas a mágoa agarra-se cruelmente a nós."

 

John Keats

 

 

"Todas as decepções são secundárias. O único mal irreparável é o desaparecimento físico de alguém a quem amamos."

 

Romain Rolland

publicado por Raquel às 19:40
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Terça-feira, 5 de Abril de 2011

"Bigamy is having one wife too many. Monogamy is the same."

 

Oscar Wilde

seria bom se: se se aprendesse.
música: James Morrison - Please don't stop the rain
publicado por Raquel às 23:20
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Terça-feira, 29 de Março de 2011

Adeus

 

Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.

 

Meto as mãos nas algibeiras
e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro!
Era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.

 

Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes!
E eu acreditava!
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
no tempo em que o teu corpo era um aquário,
no tempo em que os teus olhos
eram peixes verdes.
Hoje são apenas os teus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.

 

Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor...
já não se passa absolutamente nada.

 

E, no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.

 

Não temos nada que dar.
Dentro de ti
Não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.

 

Adeus.
 

 

Eugénio de Andrade

 

(Espero que seja a última vez que publico este poema... Pelo menos que os motivos nunca mais sejam os mesmos.)

 

***

 

"Cometem-se muito mais traições por fraqueza do que em consequência de um forte desejo de trair."

 

François La Rochefoucauld

publicado por Raquel às 17:58
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Sábado, 19 de Março de 2011

Epitáfio 

 

Ainda correm lágrimas pelos
teus grisalhos, tristes cabelos,
na terra vã desintegrados,
em pequenas flores tornados.

 

Todos os dias estás viva,
na soledade pensativa,
ó simples alma grave e pura,
livre de qualquer sepultura!

 

E não sou mais do que a menina
que a tua antiga sorte ensina.
E caminhamos de mão dada
pelas praias da madrugada.

 

Cecília Meireles, in Poemas

publicado por Raquel às 09:53
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Pois é... O Kant e o Cícero sabiam muito destas co...
Não ligues ao que essa senhora diz, a sério...
"Já não a amo, é verdade, mas tanto que eu a amei....
"e até a alma está húmida..." *
Florbela, será pedir assim tanto?...
Apenas dar por dar.
Digo e repito-me...Don't be like that, dear friend...
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