I actually do...

Domingo, 19 de Outubro de 2008

Depois de algum tempo aprendes a diferença, a subtil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E aprendes que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança.
E começas a aprender que beijos não são contratos, presentes não são promessas. E não importa o quão boa seja uma pessoa, ela vai ferir-te de vez em quando e precisas perdoá-la por isso. Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais. Descobres que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destrui-la, e que podes fazer coisas num instante, das quais te arrependerás pelo resto da vida.
Aprendes que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que tu tens na vida, mas quem tens na vida. Descobres que as pessoas com quem mais te importas na vida, são tiradas de ti muito depressa; por isso, sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vemos.
Aprendes que paciência requer muita prática. Aprendes que quando estás com raiva tens o direito de estar com raiva, mas isso não dá o direito de seres cruel. Aprendes que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém. Algumas vezes, tens que aprender a perdoar-te a ti mesmo. Aprendes que com a mesma severidade com que julgas, tu serás em algum momento, condenado. Aprendes que não importa em quantos pedaços o teu coração foi partido, o mundo não pára para que o consertes.
E, finalmente, aprendes que o tempo, não é algo que possa voltar para trás. Portanto, planta o teu jardim e decora a tua alma, ao invés de esperar que alguém te traga flores. E percebes que realmente podes suportar... que realmente és forte, e que podes ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor, e que tu tens valor diante da vida!
E só nos faz perder o bem que poderíamos conquistar, o medo de tentar!

 

William Shakespeare

publicado por Raquel às 19:14
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Conhecia este texto e não fazia ideia que era do Shakespeare. É um lema que muitos podiam seguir. Todos devemos, aliás.
Eu fico contente, ao constatar, que na altura que li o texto, em mais pequena, achava as palavras bonitas, mas não considerava a importância do que ele quer transmitir. Ou lia, e pensava, qualquer dia hei-de ter as oportunidades na vida para demonstrar que serei capaz de ser assim.
E hoje, ao relê-lo, fico contente e constato com orgulho, que sem dar por isso, e inconscientemente, tenho aplicado desde então a maior parte dos lemas, e fui mais feliz pela minha conduta, e sinto-me concretizada, e não me arrependo do que não fiz, porque fiz, lutei e fui ao desafio, nunca deixei nada por descobrir. O bom e o mau.
É este mesmo o segredo.
Sisters in arms!* =D
Strelitzia5 a 28 de Janeiro de 2009 às 00:53


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